Galeria
Casais guardiões
Cada dupla imprimiu um jeito próprio de apresentar, cortejar e evoluir. Conheça alguns dos nomes que se tornaram escola dentro da escola.

Estação Primeira de Mangueira
Delegado e Neide da Mangueira
Anos 1950–1980
Hélio Laurindo da Silva, o Delegado (1921–2012), é apontado por baluartes como o maior mestre-sala da história do carnaval carioca: desfilou décadas colhendo notas máximas e transformou o cortejo em torno da bandeira num ritual de reverência. Sua parceira, Neide Gomes Santana (1940–1980), foi primeira porta-bandeira da Mangueira desde meados dos anos 1950 até 1980, quando foi sucedida por Mocinha. Juntos definiram o padrão de elegância, distância protocolar e rigor técnico que ainda hoje é ensinado nas escolas.
Neide venceu cinco vezes o Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira

Portela / Império Serrano
Vilma Nascimento
Anos 1950–1990
Vilma Nascimento é uma das porta-bandeiras mais reverenciadas de todos os tempos, símbolo do bailado clássico brasileiro e madrinha artística de gerações inteiras. Sua postura, o giro contido e a leveza no trato com o pavilhão viraram gramática obrigatória para quem carrega a bandeira. Formou casais memoráveis e, mesmo depois de deixar a avenida, seguiu como professora e conselheira de casais do Grupo Especial, mantendo viva a escola de dança que ajudou a fundar.
Referência histórica do quesito, premiada e homenageada por diversas agremiações
Portela
Dodô da Portela
Anos 1930–1980
Maria das Dores Alves Rodrigues (1920–2015) estreou como porta-bandeira aos 14 anos e atravessou sete décadas fiel à azul e branco de Madureira. Participou de 21 campeonatos da Portela, sendo onze deles como primeira porta-bandeira, e dançou com praticamente todos os grandes mestres-salas da escola. Nascida em Barra Mansa e criada no Morro da Previdência, tornou-se símbolo de resistência e memória da comunidade portelense.
21 campeonatos da Portela (11 como primeira porta-bandeira)
Portela
Mestre Manoel Dionísio
Anos 1950–2020
Manoel dos Anjos Dionísio é lenda viva da dança de mestre-sala e porta-bandeira. Aluno de Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do corpo de baile do Theatro Municipal, trouxe fundamentos do balé clássico para o gingado do samba e criou um método que profissionalizou o quesito. Formou e lançou dezenas de casais que se tornaram referência na Sapucaí, sendo reverenciado como o grande professor dessa arte.
Reconhecido como mestre formador de gerações de casais do Grupo Especial
Estação Primeira de Mangueira
Dona Neuma — a Primeira Dama da Mangueira
Anos 1940–1990
Neuma Gonçalves da Silva (1922–2000) foi a matriarca do samba carioca e guardiã da casa verde e rosa na Rua Visconde de Niterói. Filha do sambista Saturnino Gonçalves, acolheu e formou gerações de mestres-salas, porta-bandeiras e compositores, sendo referência de tradição e hospitalidade para toda a Mangueira.
Ordem do Mérito Cultural concedida pelo governo federal
Império Serrano
Tia Eulália
Anos 1940–2000
Eulália do Nascimento (1908–2005) dedicou-se ao Império Serrano de 1947 até a morte, em 2005. Nascida em São José do Além Paraíba (MG), cresceu na Serrinha, reduto histórico do samba carioca, onde seu pai foi precursor de blocos como o Dois Jacarés. Presença constante na ala das baianas e nas rodas de samba, foi a ponte viva entre o carnaval dos ranchos e a era das grandes escolas.
Baluarte homenageada por sambistas e carnavalescos ao longo de décadas
Acadêmicos do Salgueiro
Ronaldinho, mestre-sala do Salgueiro
Anos 1990–2010
Reinaldo Alves Teixeira (1971–2013) foi um dos maiores mestres-salas da história recente. Campeão em 2009 pelo Salgueiro e vice em 1991 e 2008 pela mesma escola, também venceu o Grupo de Acesso A em 1992 pela Grande Rio. Natural de São João de Meriti, morreu precocemente em Duque de Caxias, deixando um legado de elegância e domínio absoluto do jogo de corpo em torno do pavilhão.
Campeão do Grupo Especial em 2009 (Salgueiro); campeão do Acesso A em 1992 (Grande Rio)

Beija-Flor de Nilópolis
Claudinho e Selminha Sorriso
1996–presente
Cláudio de Souza, o Claudinho (RJ, 1972), e Selma de Mattos Rocha, a Selminha Sorriso (RJ, 1970), formam o casal mais longevo da Sapucaí. Dançam juntos desde 1992, quando foram campeões logo na estreia pela Estácio de Sá, e em 1996 se transferiram para a Beija-Flor, onde somaram a maior parte de seus dez títulos do Grupo Especial. Em 2026 celebraram três décadas defendendo o mesmo pavilhão — feito inédito no carnaval carioca.
Dez títulos do Grupo Especial (o primeiro em 1992, pela Estácio de Sá)

Unidos do Viradouro
Julinho Nascimento e Rute Alves
2008–2026
Júlio César Nascimento (RJ, 1973), filho do compositor Velha da Portela, e Rute Alves Noronha (Nova Iguaçu, 1973) formam um dos casais mais premiados da era moderna. Juntos desde 2008, passaram por Vila Isabel e Unidos da Tijuca e, a partir de 2018, ergueram o pavilhão da Viradouro, onde conquistaram novos títulos — incluindo o carnaval de 2026. Em fevereiro de 2026 anunciaram a transferência para a União de Maricá.
Julinho é pentacampeão do Grupo Especial; Rute é hexacampeã da elite e tricampeã do Grupo A
Tradição
Julinho Nascimento e Danielle Nascimento
1993–2005
Antes da fase de ouro com Rute Alves, Julinho dançou treze anos com Danielle Nascimento, filha de Vilma Nascimento e sua madrinha de avenida. A dupla defendeu a Tradição alternando entre Grupo Especial e Grupo A, e em 1998 e 2000 recebeu nota máxima de todos os jurados — façanha até então alcançada por pouquíssimos casais. A parceria terminou em 2005, com o rebaixamento da escola.
Notas máximas de todos os jurados em 1998 e 2000
Acadêmicos do Salgueiro
Sidclei Santos e Marcella Alves
2014–presente
Sidclei Marcolino dos Santos (RJ, 1976), nascido no Morro da Mineira e criado no Morro da Coroa, entrou na folia aos sete anos e passou por escolas mirins antes de se firmar como um dos grandes mestres-salas do país. Desde 2014 dança com Marcella Alves Araújo (RJ, 1983) no Salgueiro, onde o casal colheu notas máximas em 2016, 2017 e 2020 e se tornou sinônimo de precisão técnica na vermelho e branco.
Sidclei tem quatro Estandartes de Ouro; Marcella, quatro. Tamborim de Ouro de melhor casal em 2018 e 2019
Acadêmicos do Grande Rio
Sidclei Santos e Squel Jorgea
2001–2010
Por dez carnavais, Sidclei e Squel formaram o primeiro casal da Grande Rio, de Duque de Caxias. Juntos levaram a tricolor a três vice-campeonatos do Grupo Especial (2006, 2007 e 2010) e viraram um dos casais mais aplaudidos da década. A parceria se encerrou após 2010, quando Sidclei voltou ao Salgueiro e Squel seguiu para Mocidade, Mangueira e depois Portela.
Três vice-campeonatos do Grupo Especial (2006, 2007 e 2010)
Portela
Squel Jorgea
1999–presente
Squel Jorgea Ferreira (Estácio, RJ, 1982) é uma das maiores porta-bandeiras contemporâneas. Começou na Grande Rio (1999–2012), passou pela Mocidade (2013) e brilhou na Mangueira (2014–2022) ao lado de Raphael Rodrigues, com quem venceu o carnaval de 2016. Desde 2024 defende o pavilhão da Portela, tornando-se rara artista a erguer as bandeiras das duas maiores rivais do samba carioca.
Campeã do Grupo Especial em 2016 (Mangueira)

Estação Primeira de Mangueira
Matheus Olivério e Cintya Santos
2017–presente
Matheus Olivério (RJ, 1988), filho do baluarte Xangô da Mangueira, começou como passista aos 14 anos e assumiu o posto de primeiro mestre-sala da verde e rosa em 2017, período em que a escola venceu os carnavais de 2019. Desde 2023 dança com Cintya Santos, apelidada de Furacão pela força de seus giros, formando um dos casais mais aplaudidos da Sapucaí atual.
Campeão do Grupo Especial em 2019 pela Mangueira

Estação Primeira de Mangueira
Cintya Santos, o Furacão
Anos 2010–presente
Cintya Santos (Niterói, 1986) é uma história de superação. Neta e filha de porta-bandeiras da Viradouro, começou no projeto social do Porto da Pedra, em São Gonçalo, onde também trabalhou como faxineira. Passou por Engenho da Rainha e Unidos da Ponte antes de estrear no Grupo Especial pela Mangueira, em 2023. O apelido Furacão vem da potência do giro e da presença cênica que a tornaram bicampeã do Estandarte de Ouro.
Dois prêmios Estandarte de Ouro

Unidos da Tijuca
Lucinha Nobre
1989–2026
Lúcia Mariana de Salles Nobre (RJ, 1975), irmã do cantor Dudu Nobre, é uma das maiores porta-bandeiras da história, com mais de 40 desfiles na Sapucaí. Estreou na Mocidade Independente em 1989, onde conquistou três títulos, e passou por Unidos da Tijuca, Inocentes de Belford Roxo, Porto da Pedra e Portela. Em fevereiro de 2026, após desfilar pela Tijuca, anunciou a aposentadoria e assumiu o posto de coreógrafa do primeiro casal da Mangueira.
Três títulos do Grupo Especial pela Mocidade Independente
Mocidade Independente de Padre Miguel
Diogo Jesus e Bruna Santos
2020–presente
Diogo Jesus e Bruna Santos defendem o pavilhão verde e branco de Padre Miguel desde o carnaval de 2020. Tecnicamente sólidos e muito queridos pela comunidade, costumam figurar entre os favoritos a notas máximas do quesito e tiveram contratos renovados sucessivamente pela escola. A dupla representa a nova geração formada dentro dos projetos sociais das agremiações.
Indicações recorrentes aos principais prêmios do carnaval carioca
Unidos de Vila Isabel
Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
2026–presente
Raphael da Silva Rodrigues (RJ, 1984) é bicampeão do carnaval carioca — os títulos vieram pela Mangueira, ao lado de Squel Jorgea — e vencedor do Estandarte de Ouro. Em março de 2025 foi anunciado como primeiro mestre-sala da Vila Isabel ao lado de Dandara Ventapane, neta de Martinho da Vila, reeditando uma parceria de cinco anos e devolvendo à escola uma porta-bandeira criada dentro da própria comunidade.
Bicampeão do Grupo Especial pela Mangueira
Império Serrano
Matheus Machado e Maura Luiza
2026–presente
Anunciados em 2025 como o novo primeiro casal do Império Serrano, Matheus Machado e Maura Luiza assumiram o pavilhão da escola da Serrinha em meio à reformulação técnica conduzida pelo carnavalesco Renato Esteves. A contratação reafirma o compromisso da agremiação com as raízes do samba de Madureira e com a formação de novos talentos no quesito.
Imperatriz Leopoldinense
Chiquinho e Maria Helena
1982–2007
José Francisco de Oliveira Neto, o Chiquinho (1963–2024), foi mestre-sala da Imperatriz Leopoldinense por 22 anos ao lado da própria mãe, a porta-bandeira Maria Helena. Seis vezes campeões do carnaval carioca (1989, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001), o casal levou dois Estandartes de Ouro para ele e três para ela. Chiquinho criou o passo da câmera lenta e incorporou o moonwalk à dança, inspirado em Michael Jackson. Jorge Benjor compôs a canção Maria Helena e Chiquinho em homenagem à dupla. Também desfilaram pela Alegria da Zona Sul e pela Unidos da Vila Mamona (Corumbá-MS). Chiquinho morreu em 2024, aos 60 anos.
6x campeões do carnaval carioca pela Imperatriz Leopoldinense (1989, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001)

Unidos da Ponte / Unidos da Tijuca / União da Ilha / Imperatriz Leopoldinense
Maria Helena Rodrigues
1970–2013
Maria Helena Rodrigues (1945–2022), nascida em São João Nepomuceno (MG), mudou-se ainda jovem para o Rio, onde viveu na rua antes de se tornar empregada doméstica. Aprendeu a dançar com o mestre-sala Bagdá e se tornou uma das maiores porta-bandeiras da história, com passagens por Unidos da Ponte, Unidos da Tijuca, Império da Tijuca e União da Ilha. Ganhou notoriedade na Imperatriz Leopoldinense, onde por mais de 20 anos formou par com o próprio filho, o mestre-sala Chiquinho, sendo seis vezes campeã do carnaval carioca. Depois de encerrar a carreira, deu aulas de porta-bandeira na Vila Cruzeiro e na Vila Olímpica de Ramos.
6x campeã do carnaval carioca pela Imperatriz Leopoldinense
Vila Isabel / Mangueira / Paraíso do Tuiuti
Raphael Rodrigues
2001–presente
Raphael da Silva Rodrigues (Rio de Janeiro, 1984) é mestre-sala formado pela Escola de Mestre Manoel Dionísio, duas vezes campeão do carnaval carioca (Vila Isabel 2006 e Mangueira 2016). Vencedor do Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, S@mba-Net e Estrela do Carnaval. Estreou no Grupo Especial em 2005 ao lado de Rute Alves, na Vila Isabel. Formou par com Marcella Alves, Squel Jorgea, Denadir Garcia e, atualmente, Dandara Ventapane, na Paraíso do Tuiuti. Antes do carnaval, chegou a jogar nas categorias de base do Olaria Atlético Clube.
2x campeão do carnaval carioca (Vila Isabel 2006, Mangueira 2016)
Mangueira / Unidos da Tijuca
Giovanna Justo e Marquinhos
1995–presente
Giovanna da Silva Justo (Rio de Janeiro, 1978), nascida no morro da Mangueira e filha de dirigente da escola, recusou convites do próprio pai antes de estrear como porta-bandeira em 1995, ao lado do mestre-sala Marquinhos, parceiro de longa data que conheceu na escola mirim Mangueira do Amanhã. Quatro vezes campeã do carnaval carioca pela Mangueira (1998, 2002) e Unidos da Tijuca (2010, 2012), permaneceu com Marquinhos por praticamente toda a carreira, passando ainda por Vila Isabel, Viradouro, Paraíso do Tuiuti, São Clemente, Sossego, Niterói e Maricá.
4x campeã do carnaval carioca (Mangueira 1998 e 2002; Unidos da Tijuca 2010 e 2012)

Caprichosos de Pilares / Salgueiro / Mangueira
Marcella Alves
1993–presente
Marcella Alves Araújo (Rio de Janeiro, 1983) é porta-bandeira, ex-bailarina de televisão e formada em Educação Física. Estreou como terceira porta-bandeira da Lins Imperial aos nove anos e, em 1998, aos 14, tornou-se a mais jovem primeira porta-bandeira a desfilar no Grupo Especial, pela Caprichosos de Pilares. Fez longa parceria com o mestre-sala Ronaldinho no Salgueiro e depois com Sidclei Santos, com quem venceu quatro Estandartes de Ouro. Também dançou com Raphael Rodrigues na Mangueira. É considerada uma das porta-bandeiras mais tecnicamente refinadas do carnaval carioca.
4 Estandartes de Ouro; Tamborim de Ouro; Prêmio S@mba-Net; Estrela do Carnaval
Vila Isabel / União da Ilha / Paraíso do Tuiuti
Dandara Ventapane
2013–presente
Dandara Mendonça Ferreira Ventapane (Rio de Janeiro, 1991), neta de Martinho da Vila e ex-backing vocal de Mart'nália, é porta-bandeira, cantora e bacharel em dança contemporânea pela UFRJ. Estreou na Vila Isabel em 2013, ano em que a escola foi campeã, e formou par de sucesso com o mestre-sala Phelipe Lemos na Vila Isabel e depois na União da Ilha, vencendo prêmios como Estrela do Carnaval e Tamborim de Ouro. Desde 2021 baila pela Paraíso do Tuiuti ao lado de Raphael Rodrigues.
Campeã do carnaval carioca pela Unidos de Vila Isabel em 2013
Acadêmicos do Salgueiro / Grande Rio
Sidclei Santos
1992–presente
Sidclei Marcolino dos Santos (Rio de Janeiro, 1976), criado no Morro da Coroa, é mestre-sala do Salgueiro, sua escola de coração, desde a adolescência. Serviu no Exército, na Brigada de Infantaria Paraquedista, antes de se dedicar em tempo integral ao carnaval. Formou dupla histórica de dez anos com a porta-bandeira Squel Jorgea na Acadêmicos do Grande Rio (três vice-campeonatos) e, desde 2014, com Marcella Alves no Salgueiro, com quem conquistou quatro Estandartes de Ouro e diversos Tamborins de Ouro de melhor casal.
4 Estandartes de Ouro; Tamborim de Ouro; Estrela do Carnaval
Vila Isabel / União da Ilha / Imperatriz Leopoldinense
Phelipe Lemos
2013–presente
Phelipe Lemos Guedes (Niterói, RJ, 1989) é mestre-sala que ganhou destaque ao formar par com a porta-bandeira Dandara Ventapane na Unidos de Vila Isabel e, depois, na União da Ilha do Governador, período em que a dupla recebeu prêmios como Estrela do Carnaval, Prêmio SRzd e Tamborim de Ouro de casal nota 10. Também desfilou pela Unidos do Viradouro e atualmente integra a Imperatriz Leopoldinense, consolidando-se como um dos mestre-salas de destaque da nova geração do carnaval carioca.
Estrela do Carnaval (2019); Prêmio SRzd (2016, 2019); Tamborim de Ouro (2017)

Imperatriz Leopoldinense
Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro
2024-2026 (atual)
Phelipe Lemos é um dos mestres-sala mais premiados do Estandarte de Ouro, com passagens por Vila Isabel, União da Ilha e Imperatriz. Ao lado de Rafaela Theodoro, formou o primeiro casal da Imperatriz Leopoldinense, escola pela qual conquistou o título de campeã do Grupo Especial do Rio em 2025 e também o Estandarte de Ouro do mesmo ano. A dupla se destacou pela elegância técnica e pela intensidade do bailado, tornando-se um dos pontos altos do desfile campeão. Rafaela vem se consolidando como uma das principais porta-bandeiras da nova geração.
Campeões do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2025 (Imperatriz Leopoldinense)
Acadêmicos do Grande Rio
Daniel Werneck e Taciana Couto
2022-2026 (atual)
Daniel Werneck assumiu o posto de mestre-sala principal do Grande Rio, escola campeã do Grupo Especial em 2020 e 2023, ao lado da porta-bandeira Taciana Couto. O casal é responsável por defender o pavilhão vermelho e branco da Cidade de Deus, mantendo o padrão de excelência técnica que caracteriza a escola nos últimos desfiles. Ambos têm ganhado projeção crescente na crítica especializada de carnaval, sendo citados nas premiações extraoficiais de mestre-sala e porta-bandeira do Rio de Janeiro.
Primeiro casal do Grande Rio no Grupo Especial (2022-2026)
Mocidade Independente de Padre Miguel
Diogo Jesus e Bruna Santos
2024-2026 (atual)
Diogo Jesus e Bruna Santos formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola tradicional do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A dupla assumiu o posto em meio à reconstrução da agremiação verde e branco de Padre Miguel, buscando reencontrar o prestígio de décadas passadas no quesito. Bruna Santos vem ganhando notoriedade nas redes sociais e na crítica especializada por sua postura e domínio técnico na condução do pavilhão nos desfiles recentes na Sapucaí.
Primeiro casal da Mocidade Independente de Padre Miguel (2024-2026)
Unidos de Vila Isabel
Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas
2025-2026 (atual)
Marcinho Siqueira é mestre-sala premiado pelo Samba-Net de 2018, quando defendia a Mocidade Independente de Padre Miguel, e passou a representar a Unidos de Vila Isabel ao lado da porta-bandeira Cristiane Caldas. A dupla assumiu o primeiro pavilhão azul e branco de Noel Rosa, escola de tradição no quesito, que já revelou nomes históricos como Julinho Nascimento. O casal vem buscando consolidar seu espaço entre os principais nomes do Grupo Especial do Rio de Janeiro nas últimas temporadas.
Samba-Net 2018 (Marcinho Siqueira, por Mocidade)
Unidos do Porto da Pedra
Rodrigo França e Denadir Garcia
2025-2026 (atual)
Rodrigo França é mestre-sala com passagem de destaque pela Unidos do Porto da Pedra, escola de São Gonçalo que retornou ao Grupo Especial do Rio de Janeiro, formando dupla com a porta-bandeira Denadir Garcia. Rodrigo já havia sido premiado pelo Samba-Net em 2019, quando representava a mesma agremiação ao lado de outra parceira. O casal atual reforça a tradição da escola no quesito, mantendo padrão técnico elevado nos desfiles recentes na Sapucaí.
Samba-Net 2019 (Rodrigo França, por Porto da Pedra)
Acadêmicos de Niterói
Emanuel Lima e Thainara Matias
2025-2026 (atual)
Emanuel Lima e Thainara Matias assumiram o primeiro pavilhão da Acadêmicos de Niterói em 2025, ano em que a escola conquistou de forma inédita o título da Série Ouro do carnaval carioca, garantindo acesso ao Grupo Especial em 2026. A dupla chega para representar a jovem agremiação niteroiense, fundada em 2018, em sua estreia na elite do carnaval do Rio de Janeiro, reforçando com técnica e elegância o pavilhão azul e branco em um momento histórico para o clube.
Campeões da Série Ouro do Rio de Janeiro em 2025 (Acadêmicos de Niterói)
Unidos de Padre Miguel
Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira
2023-2025
Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira formaram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel, escola que estreou no Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2025 após conquistar acesso pela Série Ouro. A dupla, vencedora do Samba-Net de 2023 na categoria Série Ouro, foi aclamada pela comunidade da Vermelha e Branca de Vila Vintém como um símbolo do crescimento da agremiação, sendo peça-chave na consolidação técnica do quesito durante a trajetória de ascensão da escola.
Samba-Net 2023 (Série Ouro); acesso ao Grupo Especial 2025
Acadêmicos do Tatuapé
Diego Nascimento e Jussara Souza
2012-2030 (contrato renovado)
Diego Nascimento e Jussara Souza, irmãos de sangue, conduzem o pavilhão principal da Acadêmicos do Tatuapé desde 2012, sendo uma das duplas mais premiadas e estáveis do carnaval paulistano. Em 2025 tiveram contrato renovado por mais cinco anos, até 2030, reconhecimento pela regularidade técnica e pelo vice-campeonato conquistado naquele ano no Grupo Especial de São Paulo. A dupla é apontada pela crítica como um dos pilares da harmonia e do bailado da escola azul e branco do bairro do Tatuapé.
Vice-campeões do Grupo Especial de São Paulo em 2025
Mocidade Alegre
Emerson Ramires e Graci Araújo
2026 (atual)
Emerson Ramires, com 36 anos de carreira dedicados ao bailado, assumiu o primeiro pavilhão da Mocidade Alegre em 2026 ao lado da porta-bandeira Graci Araújo, substituindo o casal anterior. A Mocidade Alegre é bicampeã do Grupo Especial de São Paulo, e a chegada da nova dupla busca dar continuidade à tradição de excelência técnica da escola do bairro do Limão no quesito mestre-sala e porta-bandeira, um dos mais valorizados do carnaval paulistano.
Primeiro casal da bicampeã Mocidade Alegre (2026)
Nenê de Vila Matilde
Edgar Carobina e Graci Araújo
2025
Edgar Carobina, com carreira marcante construída na Unidos de Vila Maria, formou em 2025 uma dupla especialmente montada com a porta-bandeira Graci Araújo para defender o pavilhão da Nenê de Vila Matilde, águia da zona leste de São Paulo. A apresentação de estreia do casal foi realizada em cerimônia tradicional conduzida por representante da Amespbeesp, reforçando o caráter simbólico da escolha do casal para a escola antes da disputa do Grupo Especial paulistano.
Primeiro casal da Nenê de Vila Matilde (2025)
Gaviões da Fiel
Wagner Lima e Carolline Barbosa
2024-2025
Wagner Lima e Carolline Barbosa formaram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians transformada em escola de samba, obtendo nota máxima (30 pontos) no desfile de 2024. A renovação do contrato para 2025 confirmou a confiança da diretoria na dupla, que ajudou a manter a Gaviões entre as primeiras colocadas do Grupo Especial de São Paulo, reforçando a tradição da escola no quesito mais nobre do carnaval.
Nota 30 no quesito em 2024; quarto lugar no Grupo Especial de São Paulo
Camisa Verde e Branco
Everson Sena e Lyssandra Grooters
2023-2025
Everson Sena e Lyssandra Grooters formaram o único casal a obter nota máxima no quesito mestre-sala e porta-bandeira no Grupo Especial de São Paulo em 2025, ano em que a Camisa Verde e Branco terminou na quinta colocação. Apesar do desempenho técnico elogiado, Everson Sena anunciou sua saída da escola em maio de 2025, encerrando o ciclo com a parceira de dança. A dupla ficou marcada como uma das mais técnicas do período recente do carnaval paulistano.
Nota máxima (única do Grupo Especial de SP) em 2025
Império Serrano / Salgueiro
Rita Freitas
1991-1999 (Estandarte de Ouro)
Rita Freitas é uma das porta-bandeiras mais premiadas da história do Estandarte de Ouro, tendo vencido o prêmio representando o Império Serrano e o Salgueiro em diferentes edições ao longo da década de 1990. Sua trajetória é referência para gerações posteriores de porta-bandeiras, sendo frequentemente citada em retrospectivas sobre os grandes nomes do bailado no carnaval carioca, ao lado de outras lendas como Vilma Nascimento e Mocinha.
Estandarte de Ouro 1991, 1996, 1999 (porta-bandeira)
Acadêmicos do Cubango
Diego Falcão e Jackeline Gomes
2017
Diego Falcão e Jackeline Gomes foram consagrados pelo Prêmio Samba-Net de 2017 na categoria Série Ouro (então Série A), representando a Acadêmicos do Cubango, escola de Niterói com tradição na Baixada Fluminense e Região Metropolitana. A conquista destacou a dupla entre os principais casais do segundo escalão do carnaval carioca naquela temporada, reforçando o prestígio da escola no quesito mestre-sala e porta-bandeira durante o período.
Samba-Net 2017 (Série Ouro)
Renascer de Jacarepaguá
Luís Augusto e Patrícia Cunha
2018
Luís Augusto e Patrícia Cunha venceram o Prêmio Samba-Net de 2018 na categoria Série Ouro representando a Renascer de Jacarepaguá, escola tradicional da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A conquista reconheceu a regularidade técnica da dupla ao longo do desfile daquele ano, consolidando-os como um dos casais mais respeitados do segundo escalão do carnaval carioca na década de 2010.
Samba-Net 2018 (Série Ouro)
Paraíso do Tuiuti
Vinícius Pessanha e Jacklyne Pessanha
2016
Vinícius Pessanha e Jacklyne Pessanha venceram o Prêmio Samba-Net de 2016 na categoria Série Ouro representando o Paraíso do Tuiuti, ano anterior ao acesso da escola ao Grupo Especial do Rio de Janeiro. A conquista marcou o início da trajetória de reconhecimento da agremiação de São Cristóvão no quesito mestre-sala e porta-bandeira, período que antecedeu a fase de grande destaque do Tuiuti na elite do carnaval carioca a partir de 2017.
Samba-Net 2016 (Série Ouro)